
Digam o que disserem, para mim, o melhor sono é o da manhã.
Adoro ficar mais cinco minutinhos na cama, que nunca são apenas cinco. Se alongam para dez, quinze e as vezes vinte.
É mesmo um absurdo enrolar tanto para levantar. Ter que colocar o despertador para cumprir a sua obrigação hora e meia antes de eu mesma ter de cumprir as minhas.
Mas vá lá, sou assim. Tenho tremenda dificuldade em mater-me desperta pela manhã...a vida toda foi assim...
Mas estava eu de férias e feliz! Não tinha que ouvir o pi-pi-pi-pi...e fazer a enrolação matinal de sempre....mas as férias acabaram. E com elas, a minha mordomia de ficar bem mais que cinco minutinhos na cama.
Levantei aos trancos e barrancos, me arrastei até o chuveiro e deixei que ele me despertasse, tomei café, me maquiei, coloquei a roupa e sai caminhando para o trabalho.
Roupa social, tenis no pé e o salto na sacola.
Andei meus trinta e tantos minutos diarios, cheguei ao local de trabalho coloquei o salto nos pes, o tenis na sacola e um segundo cafe da manhã no estomago.
Desenvolvi minhas funções, conversei com os clientes e com os chefes.
Final da tarde se aproximava, estava eu lá falando sobre minhas ferias e contando sobre os cursos que tinha a intenção de fazer nesse semestre, quando um dos meus lindos chefes elogiou o capricho com o qual sempre faço minhas coisas, minha obssesssão pela perfeição e mania de observar se o acabamento das coisas estão mesmo bem acabados. Foi então que ele perguntou por que eu não fazia trabalhos manuais para vender. Respondi que nunca tinha pensado no assunto.
"Acho bom voce começar a pensar porque não temos mais como te pagar..."
Bom, foi assim que pela primeira vez comecei a fazer parte da classe desempregada de nosso pais.

