quarta-feira, 20 de agosto de 2008

Fim do soninho matinal e não só dele...


Digam o que disserem, para mim, o melhor sono é o da manhã.
Adoro ficar mais cinco minutinhos na cama, que nunca são apenas cinco. Se alongam para dez, quinze e as vezes vinte.
É mesmo um absurdo enrolar tanto para levantar. Ter que colocar o despertador para cumprir a sua obrigação hora e meia antes de eu mesma ter de cumprir as minhas.
Mas vá lá, sou assim. Tenho tremenda dificuldade em mater-me desperta pela manhã...a vida toda foi assim...
Mas estava eu de férias e feliz! Não tinha que ouvir o pi-pi-pi-pi...e fazer a enrolação matinal de sempre....mas as férias acabaram. E com elas, a minha mordomia de ficar bem mais que cinco minutinhos na cama.
Levantei aos trancos e barrancos, me arrastei até o chuveiro e deixei que ele me despertasse, tomei café, me maquiei, coloquei a roupa e sai caminhando para o trabalho.
Roupa social, tenis no pé e o salto na sacola.
Andei meus trinta e tantos minutos diarios, cheguei ao local de trabalho coloquei o salto nos pes, o tenis na sacola e um segundo cafe da manhã no estomago.
Desenvolvi minhas funções, conversei com os clientes e com os chefes.
Final da tarde se aproximava, estava eu lá falando sobre minhas ferias e contando sobre os cursos que tinha a intenção de fazer nesse semestre, quando um dos meus lindos chefes elogiou o capricho com o qual sempre faço minhas coisas, minha obssesssão pela perfeição e mania de observar se o acabamento das coisas estão mesmo bem acabados. Foi então que ele perguntou por que eu não fazia trabalhos manuais para vender. Respondi que nunca tinha pensado no assunto.
"Acho bom voce começar a pensar porque não temos mais como te pagar..."
Bom, foi assim que pela primeira vez comecei a fazer parte da classe desempregada de nosso pais.

quarta-feira, 13 de agosto de 2008

Minha tentação


Uma vez mais nos enlaçamos com a fúria e desejo de sempre...
o que resultou um orgasmo cósmico seguido de um breve arrependimento por ter eu sucumbido novamente ao vício que é estar nos braços dele.
Já fomos amigos de turma, namorados, melhores amigos, inimigos, desconhecidos, ficantes, amantes... em todos os estágios dessa nossa história, estivemos sempre um nos braços do outro. Há um "não sei o que" que não conseguimos evitar.
O que somos hoje? Não sei. E arrisco a dizer que ele também não tem essa resposta. O mais importante não é o que somos, mas sim, a segurança que representamos um para outro....
Em meio a tantas mudanças ocorridas em nossas vidas nessa quase uma década, sabemos que de algum modo somos a constante um do outro.
Esse nosso pseudo-relacionamento nos faz regressar ao porto seguro que são nossos ardentes e secretos encontros.
Se eu o amo? Não. Mas também não o resisto. Ele é a minha loucura, minha obsessão...minha droga.
Tenho por ele um vício louco e incontrolável....assim como o alcoolatra não pode dar um gole que representa o gatilho....não posso sentir a respiração dele em meu rosto, porque aí me perco toda. E ele se perde em mim...
Mas agora ele está longe. Novamente regressou à sua vida. Fiquei eu aqui mudando a direção da minha...

..."não nos deixeis cair em tentação... "